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A hora de investir é agora, em meio à crise

Diziam que o ideograma chinês para “crise” era a combinação de perigo e oportunidade. Hoje, sabe-se que a história não é bem assim – mas isso não impede que sirva de inspiração para empreendedores e gestores. Afinal, nos momentos de incertezas é que surgem as melhores soluções, capazes até de mudar todo o modelo de negócio e promover um grande crescimento nos meses e anos seguintes.

Entretanto, para que isso aconteça, é preciso planejamento, dedicação e até certa dose de coragem para as empresas. Os riscos são grandes e qualquer passo em falso pode custar a própria sobrevivência no mercado.


É o cenário que a grande maioria das organizações está enfrentando atualmente. Não é exagero dizer que a pandemia de covid-19 tornou-se o grande desafio da humanidade nas últimas décadas. Enquanto a vacinação avança a passos lentos, as empresas buscam alternativas às medidas de restrição, como o fechamento de suas atividades presenciais por determinados períodos. Em casos assim, não há tempo a perder. Esperar para tomar decisões não é opção. É preciso agir, rápido. Os pequenos e médios empreendedores perceberam isso:


Nove em cada dez acreditam que o momento abriu novas oportunidades, segundo levantamento da Serasa Experian.

Em momentos de crise, é natural refletir e pensar mais antes de tomar qualquer decisão. As incertezas econômicas e sociais rondam todos os processos, o que faz a chance de acontecer algum erro ser maior. Porém, a questão não é ter receio das transformações, mas sim o quanto ele consegue paralisar projetos e iniciativas. Se pensarmos bem, situações de perigo nos negócios nada mais são do que encruzilhadas. Ficar parado apenas vai atrasar a caminhada. É preciso escolher um caminho e seguir em frente, mudando o foco estratégico e desenhando novos cenários e estimativas nesse processo.


Aliás, não há momento melhor para realizar mudanças no ambiente corporativo do que em épocas difíceis. Dois motivos se destacam nesse sentido. O primeiro deles é o surgimento de novos hábitos e demandas no mercado. Basta olhar novamente para a pandemia de covid-19. As pessoas adotaram novos comportamentos digitais, integrando sua vida off-line com a on-line por meio de plataformas tecnológicas – e elas esperam ser bem atendidas pelas empresas. O segundo ponto é a facilidade de enxergar problemas que antes não apareciam com frequência. Na crise, eles são expostos justamente por representarem falhas nos processos – o que facilita correções e melhorias.


Para chegar a esse resultado, a empresa precisa adotar medidas práticas a fim de lidar com a crise ao mesmo tempo que tenta manter a operação e a produtividade em dia. A saída passa pela adoção de processos internos cada vez mais inteligentes, automatizando tudo o que for burocrático e oferecendo análises robustas para gestores e empreendedores.


Em suma: é necessário adotar ferramentas de gestão da informação, permitindo que as empresas possam extrair dados em quantidade e qualidade para formarem um cenário macro de seus clientes, seu mercado e o próprio funcionamento da organização.

Pode até ser mentira a afirmação de que o ideograma chinês para crise contém as expressões perigo e oportunidade, mas é verdade que essa narrativa ilustra uma situação bem real vivida pelas organizações. Sim, toda crise tem seus perigos, mas também traz oportunidades. O que diferencia as empresas que se destacam em situações adversas daquelas que sucumbem não é a qualidade do produto ou serviço, os profissionais ou as soluções tecnológicas utilizadas. O mais importante é justamente a capacidade de se adaptar às mudanças, interpretar dados e criar ações estratégicas. Quando estiver nessa encruzilhada, lembre-se de outro provérbio, dessa vez alemão: “O medo sempre faz o lobo parecer maior do que realmente é”.

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